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Caso real · 2010

História de Sucesso

Em janeiro de 2010, a enchente de São Luiz do Paraitinga levou o cartório da cidade. Os livros voltaram. Esta é a reportagem que o Jornal do Notário publicou sobre esse trabalho.

Reportagem publicada no Jornal do Notário, informativo do Colégio Notarial do Brasil — Seção São Paulo, edição nº 133, de janeiro de 2010. As páginas abaixo foram digitalizadas do exemplar original.

Janeiro de 2010 · São Luiz do Paraitinga (SP)

A enchente que levou o cartório — e os livros que voltaram

Na madrugada de 1º de janeiro de 2010, o rio Paraitinga subiu cerca de 15 metros e inundou o centro histórico de São Luiz do Paraitinga. O Tabelionato de Notas e Protestos da cidade foi devastado: séculos de escrituras, procurações e protestos submersos na lama. O que aconteceu depois virou reportagem de capa do informativo do Colégio Notarial do Brasil.

Clique em qualquer página para ampliar.

O que a reportagem registra

A partir do dia 7 de janeiro de 2010, uma equipe de restauradores começou a trabalhar no acervo do tabelionato. O processo descrito na matéria é o mesmo que a Cultural pratica até hoje: remoção da lama, secagem das folhas, extração das capas, identificação e numeração de cada livro e, por fim, o transporte para a oficina de restauração em Lins, no interior de São Paulo, onde foram feitas a higienização, a desumidificação e a reencadernação.

Em 18 de fevereiro, cerca de 300 livros de notas e protestos voltaram restaurados para a serventia, entre eles exemplares com mais de 130 anos. Um deles, datado de 1877, foi manuseado pela tabeliã diante do repórter. Outros 300, ainda mais antigos, com 100 a 200 anos, seriam entregues até a primeira semana de março.

Ao fim do trabalho, a reportagem registra o resultado que interessa: todos os livros foram salvos. A população de São Luiz do Paraitinga voltou a ter acesso ao passado guardado em cada página do acervo da cidade.

“Mexo com isso desde os 17 anos de idade e hoje tenho 62.”

Sidevaldo Vaz, restaurador responsável pelo trabalho, ao Jornal do Notário

O responsável técnico pela restauração é Sidevaldo Vaz, da empresa Arte Restaurações e Encadernações. A edição do jornal alterna a grafia do nome, que em algumas passagens aparece como “Sindeval”. É dele a origem do ofício que a Cultural exerce hoje.

“É uma ajuda que caiu do céu quando não sabíamos onde buscar.”

Dra. Renata Martins de Carvalho Alves, juíza corregedora da comarca, ao Jornal do Notário
Reportagem de capa do Jornal do Notário, informativo do Colégio Notarial do Brasil — Seção São Paulo, Ano XII, n.º 133, janeiro de 2010, páginas 6 a 13. As imagens acima reproduzem o exemplar original guardado no acervo da família. Créditos e direitos do texto e das fotografias: CNB-SP.

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